Vitrine da educação no Ceará, Sobral vive onda de violência por disputa entre facções

Admin Osobralense

Os crimes ocorridos na manhã desta quinta-feira (25), dentro da Escola Pública Luís Felipe, em Sobral, é maior do que um episódio de violência. Dois estudantes assassinados e pelo menos três feridos por tiros em um ambiente escolar escancaram o avanço do crime organizado em um território que, por décadas, foi o principal símbolo da transformação social por meio da educação no Ceará.  

Os disparos, que tiraram a vida dos jovens, atingiram em cheio uma política pública que colocou Sobral no centro do mapa educacional do Brasil. O triste simbolismo exige uma resposta firme do Estado e da sociedade. 

Sobral sempre foi tratada como vitrine. Foi no município que se gestou o modelo de alfabetização em regime de colaboração que inspirou o programa estadual do Ceará, hoje replicado por mais de 20 estados brasileiros e cujas diretrizes foram adotadas pelo Ministério da Educação. 

Os resultados colocaram o município entre os primeiros do País no Ideb, como exemplo de que é possível promover inclusão a partir da rede pública. Agora, essa imagem se vê ameaçada por um novo estigma: o da insegurança fora de controle. 

Nos últimos três meses, a cidade tem vivido uma escalada preocupante de assassinatos. Foram 39 homicídios entre junho e agosto, sem levar em conta os dados de setembro, ainda não contabilizados. 

O aumento da violência é notório nas ruas, nos bairros e, agora, dentro das escolas. Em um curto espaço de tempo, a cidade registrou crimes chocantes como chacinas e assassinatos brutais.  

Desafio ao poder público 

O caso grave desta quinta representa um desafio crítico ao governo do Ceará, sob comando de Elmano de Freitas (PT). A escalada da violência mostra a urgência de respostas mais eficazes. É preciso recuperar os territórios dominados pelo medo. 

O que se perde quando uma escola vira alvo da violência armada não é só a vida de jovens, mas a confiança da comunidade em um espaço que deve projetar o futuro. 

Fonte: Diário do Nordeste

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