A saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu uma disputa interna sobre quem assumirá a pasta a partir de março, quando a equipe do atual ministro deve deixar o cargo. Entre os cotados, destaca-se o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), apontado por aliados do Palácio do Planalto como um nome com trânsito político, experiência de negociação com o Congresso e histórico como ex-governador.
Na quarta-feira (7), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), se reuniu com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para defender Santana. A movimentação também é interpretada como uma articulação local no Ceará, já que Guimarães busca abrir espaço para uma possível candidatura ao Senado em 2026, enquanto Santana ainda não definiu se disputará o governo do estado, decisão que dependeria do aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No Planalto, a expectativa é que o próximo ministro da Justiça tenha perfil político e combativo, com capacidade de diálogo com o Congresso e enfrentamento à oposição, especialmente em um contexto no qual a segurança pública deve ter papel central no debate eleitoral. Além de Santana, outros nomes de auxiliares próximos de Lula e de quadros com trajetória jurídica também são citados, mas enfrentam resistência em setores do Supremo Tribunal Federal.
Com informações da Band Jornalismo

