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Saúde

Pancreatite: entenda a inflamação associada às canetas para emagrecer

Autor
Por Redação
Pancreatite: entenda a inflamação associada às canetas para emagrecer
Reprodução/Divulgação
O Brasil registrou pelo menos seis m0rt3s suspeitas e 225 notificações de pancreatite possivelmente relacionadas ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras”. Os dados, obtidos por meio do sistema VigiMed da Anvisa, chamaram a atenção para a segurança de medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida e liraglutida, indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão localizado atrás do estômago e responsável por funções essenciais, como a produção de enzimas digestivas e de hormônios que regulam o nível de açúcar no sangue, entre eles a insulina. Quando inflamado, o pâncreas pode causar sintomas que variam de dor abdominal intensa a complicações mais graves. Segundo a Liga de Gastroenterologia, projeto ligado à Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), a doença ocorre quando enzimas digestivas são ativadas de forma inadequada ainda dentro do pâncreas. Esse processo provoca uma espécie de “auto-digestão” do órgão, podendo gerar lesões, inflamação intensa e, em situações mais graves, infecções e falência de outros órgãos. As canetas emagrecedoras atuam imitando o hormônio GLP-1, que aumenta a saciedade e ajuda no controle da glicose. No entanto, agências reguladoras do Brasil, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Europa já reconhecem a pancreatite como um possível efeito adverso desses medicamentos, reforçando a importância do uso apenas com acompanhamento médico e da notificação de eventuais reações.

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