Fortaleza tem pelo menos 8 bebês vivendo em hospitais por falta de vagas em abrigos
Reprodução/Divulgação
Pelo menos oito bebês em situação de vulnerabilidade estão permanecendo em hospitais públicos de Fortaleza por falta de vagas em abrigos e unidades de acolhimento. Segundo reportagem do Diário do Nordeste, algumas crianças aguardam acolhimento há quase dois meses, mesmo após receberem alta médica.
Os recém-nascidos estão em unidades municipais e também na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand. Parte dos casos envolve a chamada entrega legal, procedimento previsto em lei que permite à gestante entregar o bebê para adoção de forma segura e sigilosa.
Além da superlotação nos abrigos, há relatos de demora na tramitação de processos judiciais, o que contribui para a permanência das crianças nos hospitais. A situação também impacta a disponibilidade de leitos neonatais, que poderiam estar sendo utilizados por outros pacientes.
O caso levou o Coletivo de Pais e Pretendentes à Adoção (COPPA) a protocolar um abaixo-assinado junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cobrando providências para ampliar a rede de acolhimento e acelerar os processos envolvendo os bebês.