Cientistas divulgaram dados de uma pesquisa recente que fortalecem a hipótese de que Marte pode ter abrigado formas de vida em seu passado geológico. A análise baseia-se em material orgânico encontrado pelo robô Curiosity, que explora a superfície do planeta vermelho desde 2011. 

Em março de 2025, o Curiosity coletou pequenas quantidades de compostos orgânicos — como decano, undecano e dodecano — em uma amostra de rocha sedimentar na Cratera Gale. Esses compostos podem ser fragmentos de ácidos graxos, moléculas que na Terra estão associadas à atividade de organismos vivos, embora também possam surgir em processos geológicos. 

Um estudo publicado na revista Astrobiology avaliou possíveis origens não biológicas desses materiais — como a entrega por meteoritos — e concluiu que essas explicações conhecidas não conseguem explicar completamente a quantidade observada. Com isso, os pesquisadores consideram razoável a hipótese de que organismos vivos possam ter contribuído para a formação dessas moléculas no passado marciano. 

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Os resultados fazem parte de uma série de descobertas que apontam para ambientes mais úmidos em Marte no passado, incluindo evidências de antigos leitos de lago e canais que sugerem a presença de água estável na superfície bilhões de anos atrás. 

Embora ainda não exista prova direta de vida marciana, os dados reforçam a importância de missões como a do Curiosity e de rovers futuros para entender melhor a história do planeta vermelho e sua capacidade de ter sustentado vida em um passado remoto.