A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma ofensiva em quatro frentes contra a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Facebook e Instagram. Os relatórios e denúncias devem ser encaminhados às autoridades antes do debate presidencial programado para a noite deste domingo. A movimentação ocorre no momento em que as plataformas registram picos de interação entre os eleitores.
Além de novas medidas na Justiça Eleitoral e petições direcionadas à Polícia Federal, a coligação planeja formalizar pedidos à Organização das Nações Unidas e à Organização dos Estados Americanos. As entidades internacionais receberão documentos que apontam um suposto favorecimento à campanha do adversário Flávio Bolsonaro na distribuição de conteúdos pelas redes sociais.
Os petistas argumentam que os vídeos publicados por Lula, que possui 17,7 milhões de seguidores no Instagram, registraram um alcance 27,9% menor do que o material divulgado por Flávio Bolsonaro, que conta com 14,7 milhões de seguidores na mesma plataforma. A campanha também cita reportagens recentes baseadas em mensagens internas de funcionários da Meta que indicam restrições temporárias no impulsionamento de conteúdos da chapa governista.
No âmbito nacional, as acusações apontam que a oposição teria obtido vantagens econômicas por meio da distribuição de publicações políticas sem o devido registro na prestação de contas eleitoral. A coligação sustenta que páginas sem rastreabilidade teriam impulsionado materiais contrários a Lula de maneira irregular, utilizando pagamentos realizados em moeda estrangeira.
O Tribunal Superior Eleitoral já recebeu diversas representações protocoladas pela coligação contra grandes empresas de tecnologia, incluindo Google, X e a própria Meta. As demandas questionam desde a atuação de ferramentas de inteligência artificial até a suposta falta de paridade nas condições de visibilidade entre os concorrentes ao cargo máximo do Executivo federal.
As ações judiciais detalham episódios de restrição seletiva na entrega de publicações, demora na remoção de perfis automatizados e a circulação de anúncios financiados com recursos do exterior. A campanha governista cobra das plataformas maior rigidez no cumprimento da legislação eleitoral e fiscalização mais efetiva contra a desinformação durante o período de disputa.