A coordenadora do núcleo de economia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Daniella Marques, defendeu a realização de um "revogaço" nos cem primeiros dias de uma eventual gestão do candidato. A declaração foi feita neste sábado (17), durante um encontro organizado pelo Lide Ceará em Fortaleza, evento que reuniu presidentes de empresas, empreendedores e autoridades para debater o desenvolvimento econômico e social.
Segundo a representante da equipe econômica, o foco principal das medidas seria o combate à burocracia e aos impostos, mencionando a existência de um mapeamento prévio de ao menos duas mil normas consideradas alvos potenciais para revogação. Marques afirmou que a intenção da campanha inclui uma revisão na Reforma Tributária e nos impostos criados ou elevados pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, citando diretrizes para o Imposto sobre Operações Financeiras.
Durante o evento, a economista também criticou as medidas adotadas pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marques alegou que a campanha do adversário no segundo turno estaria baseada em temores e afetando as famílias endividadas, além de argumentar que o atual governo geraria colapsos nas contas públicas e utilizaria taxas de juros que anulam benefícios sociais.
No campo das políticas públicas voltadas às mulheres, a coordenadora apontou a necessidade de combate à violência e ao abuso contra crianças, sugerindo medidas como castração química para agressores e a criação de um cadastro nacional. Ela também mencionou a importância de oferecer apoio jurídico, psicológico e habitacional para auxiliar na independência financeira das mulheres em situação de vulnerabilidade.
Para fomentar os investimentos privados, Marques ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica, previsibilidade e estabilidade regulatória. A economista defendeu ainda a harmonia entre os Poderes e a reconstrução da confiança nas instituições, enfatizando que uma nova administração deve buscar a pacificação nacional e apoiar o setor produtivo sem o intuito de controle excessivo.