As mulheres representam cerca de 53% do eleitorado cearense, mas esse percentual ainda não se reflete na ocupação de cargos políticos. Nas eleições de 2022, aproximadamente 81% dos votos para deputado estadual e federal foram destinados a candidatos homens, evidenciando a dificuldade de ampliar a representação feminina nos espaços de poder.

Especialistas afirmam que o problema vai além da escolha do eleitor. Segundo eles, a desigualdade começa dentro dos partidos, que ainda concentram recursos, tempo de propaganda e apoio político em candidaturas masculinas. Além disso, muitas mulheres são registradas apenas para cumprir a cota mínima exigida por lei, sem estrutura suficiente para disputar a eleição em igualdade de condições.

Embora a legislação determine a reserva mínima de 30% das candidaturas por gênero e estabeleça a distribuição proporcional de recursos e tempo de propaganda, pesquisadores avaliam que essas medidas ainda não foram suficientes para garantir maior competitividade às mulheres. O combate às chamadas candidaturas "laranjas" também segue como um dos principais desafios da Justiça Eleitoral.

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Para as eleições de 2026, especialistas defendem que os partidos invistam na formação de novas lideranças femininas, fortaleçam a participação das mulheres nas direções partidárias e garantam a aplicação efetiva dos recursos destinados às candidaturas femininas. A expectativa é que essas mudanças contribuam para reduzir a desigualdade na representação política.