O infarto agudo do miocárdio permanece como uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo, exigindo atendimento médico imediato. No entanto, a forma como o corpo demonstra o risco de infarto pode variar de maneira considerável entre homens e mulheres. O conhecimento dessas distinções é fundamental para agilizar o socorro e evitar complicações graves à saúde.

No entendimento popular, o quadro costuma ser associado a uma dor súbita e intensa no peito que irradia para o braço esquerdo. Esse é, de fato, o padrão mais frequente observado no público masculino, cujos pacientes relatam forte sensação de aperto, peso ou dor opressiva no tórax acompanhada de suor frio.

Em contraste, a manifestação do problema nas mulheres costuma seguir um roteiro mais sutil e atípico. Essa diferença nos sintomas frequentemente atrasa a busca por atendimento médico, o que pode comprometer a eficácia do tratamento e elevar o risco de sequelas.

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Nas pacientes femininas, a dor no peito pode ser descrita como uma sensação de queimação ou dor aguda e pontiaguda, podendo o sintoma torácico clássico nem sequer aparecer. Os sinais do ataque cardíaco tendem a ser mais difusos e variados.

Entre esses sinais estão o desconforto na mandíbula, pescoço, ombros ou nas costas, especialmente entre as escápulas. Também podem ocorrer falta de ar inexplicável, cansaço extremo sem esforço proporcional e sintomas gastrointestinais como náuseas, vômitos e dor na região do estômago.

Essas diferenças ocorrem devido a questões anatômicas e fisiológicas específicas de cada organismo. Enquanto nos homens o infarto atinge predominantemente as grandes artérias coronárias, nas mulheres há maior frequência de comprometimento da microcirculação e espasmos vasculares.

Como a estrutura dos vasos sanguíneos femininos possui menor calibre, obstruções menores ou afecções na microvascularização já são suficientes para limitar o suprimento de oxigênio ao músculo cardíaco. Esse processo biológico gera os sintomas menos localizados típicos do público feminino.

Por sua vez, os sinais mais comuns e clássicos identificados nos homens englobam o desconforto na região peitoral com irradiação para as costas, rosto e braço esquerdo. O quadro também costuma incluir palidez, sensação de desmaio e falta de ar.

A agilidade no atendimento e a prevenção secundária são essenciais, independentemente do sexo, para desobstruir a artéria afetada e salvar o tecido cardíaco. Diante da suspeita de infarto, a recomendação é acionar imediatamente o serviço de emergência do SAMU pelo telefone 192 ou procurar o pronto-socorro mais próximo.