O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reconheceu durante um debate na Band TV que a saúde pública não registrou um bom desempenho durante a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração ocorreu no contexto das discussões sobre o enfrentamento da crise sanitária provocada pela covid-19 no país.
Ao abordar especificamente o período pandêmico, que resultou na perda da vida de mais de 716 mil brasileiros, o senador fez uma autocrítica pública. Segundo o parlamentar, a situação representava uma circunstância inédita e desconhecida, na qual os gestores públicos enfrentavam dificuldades para compreender a melhor forma de lidar com a emergência sanitária, embora tenha afirmado que a administração anterior se esforçou.
Durante o confronto verbal, o candidato governista também ironizou seu principal oponente na disputa eleitoral, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que o adversário teria recebido imunizantes adquiridos pela gestão anterior. A declaração buscou contrapor a atuação dos dois grupos políticos na aquisição dos insumos médicos.
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos ao criticar a demora do governo passado na compra de vacinas e apontar uma suposta resistência da gestão anterior em seguir orientações científicas. O petista enfatizou que a prioridade deveria ter sido ouvir especialistas da área médica, além de garantir o suprimento adequado de vacinas e oxigênio para a população.
A disputa eleitoral entre os dois candidatos prossegue para o segundo turno, com votação marcada para o próximo domingo. Enquanto o atual mandatário busca o quarto mandato presidencial da sua trajetória política, o senador do PL concorre ao cargo executivo máximo quatro anos após o término da administração liderada por seu pai.