O manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, preso por ligação com protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj, deverá ser 3xecut4d0 nesta quarta-feira (14) pelas autoridades do Irã. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pela ONG curdo-iraniana Hengaw, que afirma que a sentença já foi comunicada à família e considerada definitiva.

Segundo a organização, Soltani foi preso em casa na última quinta-feira (8), não teve acesso a advogado e não passou por audiência judicial. De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a execuçã0 deve ocorrer por enforc4m3nt0, método comum no país. A Hengaw alertou que a condução rápida e sem transparência do caso levanta preocupações sobre o uso da pena de m0rt3 como forma de repressão aos protestos.

A situação também gerou reação internacional. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, declarou estar “horrorizado” com a repressão às manifestações no Irã. Outras organizações, como a Iran Human Rights, alertam para o risco de 3xecut4çõ3s em m4ss4 de manifestantes. Grupos de direitos humanos estimam centenas de m0rt3s e milhares de prisões desde o início dos protestos, embora os números não sejam confirmados oficialmente pelo governo iraniano.

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As manifestações começaram em dezembro, inicialmente motivadas pela crise econômica, mas evoluíram para pedidos pelo fim do regime dos aiatolás. O governo do Irã afirma que a situação está sob controle e acusa países como Estados Unidos e Israel de incentivarem a instabilidade. Já o presidente norte-americano Donald Trump voltou a ameaçar uma possível intervenção caso a repressão violenta continue.

Fonte: G1