A Justiça cearense determinou o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto pelos crimes de feminicídio e indução ao suicídio no caso envolvendo a jovem Isabelle Caracristi. A decisão foi proferida pelo juiz Wyrllenson Flavio Barbosa Soares, da 5ª Vara do Júri de Fortaleza, após acolher o pedido apresentado pelo Ministério Público do Ceará.

Com a decisão judicial, o processo foi remetido aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para o julgamento dos crimes remanescentes. O investigado continua a responder em liberdade, sob o uso de tornozeleira eletrônica, pelas acusações de violência psicológica contra a mulher e fraude processual.

Isabelle Caracristi foi encontrada sem vida no dia 13 de setembro, em um condomínio situado em uma área nobre de Fortaleza. O caso ganhou ampla repercussão nas plataformas digitais após a mãe da estudante divulgar registros em vídeo cobrando esclarecimentos e justiça em relação aos fatos.

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O inquérito policial relativo ao caso foi concluído no final de setembro, reunindo dezenas de laudos periciais e depoimentos de testemunhas. A apuração conduzida pelas autoridades policiais concluiu que a perda da vida da estudante decorreu de uma precipitação voluntária.

O Ministério Público apontou nos autos que o conjunto de evidências colhidas não demonstrou a existência de dolo ou nexo causal que pudesse configurar crimes dolosos contra a vida por parte do investigado. O órgão ministerial destacou a ausência de elementos probatórios materiais, testemunhais ou periciais que sustentassem as acusações iniciais mais graves.

A defesa de João Munhoz Neto declarou que a decisão judicial confirma o encerramento das acusações de feminicídio e indução ao suicídio. Os advogados informaram que seguirão atuando para demonstrar a inocência do investigado também em relação às imputações remanescentes.