O presidente Lula defendeu a realização de uma nova reforma do Poder Judiciário e cobrou a apuração rigorosa de suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu durante uma sabatina realizada pela Rede Globo, em meio às discussões da campanha de segundo turno das eleições presidenciais. Para o petista, o debate sobre mudanças estruturais na Corte tornou-se irreversível diante dos fatos recentes.

Durante a entrevista, o candidato à reeleição classificou como inaceitáveis as revelações associadas ao Caso Master. Ele argumentou que a sociedade exige posturas éticas e de probidade daqueles que integram a mais alta corte do país, ressaltando que ninguém está acima da lei.

Entre as propostas apresentadas pelo presidente estão a instituição de mandatos com tempo determinado para os ministros do STF e a reformulação dos critérios de indicação e escolha dos magistrados. Ele também mencionou a necessidade de debater restrições para evitar conflitos de interesse, como a atuação prévia de profissionais que possuíam escritórios de advocacia voltados para causas julgadas no próprio tribunal.

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Lula relatou ter mantido diálogos diretos com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para enfatizar a importância de que a própria Corte promova a apuração e o julgamento de seus membros. Segundo o chefe do Executivo, a proatividade do tribunal é fundamental para evitar que o Congresso Nacional assuma o controle do processo disciplinar e investigativo.

O presidente também comentou desdobramentos processuais recentes e mencionou nomes de ministros citados nas apurações em andamento. No campo político, Lula acusou setores da extrema-direita de tentarem instrumentalizar o escândalo para promover investidas institucionais contra a Suprema Corte.