A jornalista Sônia Pinheiro morreu na noite da última quinta-feira (15). A idade dela não foi informada. Com mais de cinco décadas de atuação no jornalismo cearense, ela construiu uma trajetória marcada pelo colunismo social e pela cobertura de acontecimentos políticos, culturais e sociais do estado.
A morte foi lamentada por amigos, jornalistas e entidades profissionais. O velório ocorreu na manhã desta sexta-feira (16), no Jardim Metropolitano, em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Trajetória profissional
Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, Sônia Pinheiro se mudou para Fortaleza, onde iniciou a carreira jornalística na década de 1970, como repórter do jornal O Estado. No começo da trajetória, trabalhou em diferentes editorias, incluindo a social e a policial.
Depois, passou pelos jornais Correio do Ceará e Tribuna do Ceará. No Diário do Nordeste, destacou-se como pioneira do colunismo social do veículo e criou o caderno DN-Gente.
No jornal O Povo, foi responsável por uma coluna social diária e assinou páginas especiais da revista O POVO People Luxo, publicação voltada a temas como estilo de vida, arte, viagens e consumo. Em sua atuação mais recente, trabalhou no jornal O Otimista, onde assinava a coluna Tapis Rouge.
Homenagens e reconhecimento
Ao longo da carreira, Sônia recebeu homenagens pelo trabalho desenvolvido na imprensa. Em 2016, foi agraciada com o título de Cidadã de Fortaleza e a Medalha Boticário Ferreira, concedida pela Câmara Municipal de Fortaleza.
Em 2022, recebeu a Medalha da Ordem Alencarina do Mérito Judiciário do Trabalho, concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região.
Entidades destacam legado
A Associação Cearense de Imprensa (ACI) lamentou a morte da jornalista e destacou sua importância para o colunismo social no Ceará, ressaltando que seu trabalho também abordava acontecimentos políticos e sociais.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) também homenageou Sônia Pinheiro. A entidade ressaltou que a jornalista acompanhou diferentes gerações de personalidades e registrou acontecimentos da vida pública, cultural e social do estado, mantendo uma relação próxima com leitores e personagens de suas colunas.
Em nota, o sindicato destacou a contribuição da profissional para a história da imprensa cearense e a importância de seu trabalho para a preservação da memória da sociedade.
“Seu trabalho no colunismo social deixa um legado de registros, encontros e histórias que atravessaram décadas e ajudaram a preservar a memória da sociedade cearense”, afirmou o Sindjorce.