benito di paula ganhou projecao nacional com sambas romanticos e sucessos como retalhos de cetimo cantor e pianista benito di paula aos 84 anos
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O cantor e compositor Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. O músico faleceu em decorrência de complicações de um câncer.

Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, no município de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito foi criado na capital fluminense e se tornou um dos nomes de destaque da música brasileira a partir da década de 1970. Com uma identidade musical própria, o artista conquistou o público ao unir elementos do samba a interpretações marcadas pelo piano e por melodias românticas.

O cantor costumava se definir como “sambeiro” e “pianeiro”, expressões que representavam sua relação com a música. Além das canções, também chamou a atenção pelo visual característico, com cabelos longos e cacheados, anéis, colares, pulseiras, casacas e gravatas-borboleta. Suas apresentações em programas de televisão contribuíram para ampliar sua popularidade em todo o país.

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Sucessos marcaram a carreira

Benito Di Paula lançou seu primeiro álbum, intitulado “Benito Di Paula”, em 1971. O reconhecimento nacional, no entanto, ganhou força em 1973, com a música “Retalhos de Cetim”, um samba-canção que se tornou um dos principais sucessos de sua trajetória.

Nos anos seguintes, o compositor emplacou uma sequência de músicas que marcaram a década. Entre elas estão “Charlie Brown” e “Beleza Que É Você, Mulher”, ambas de 1974; “Bandeira do Samba”, “Como Dizia o Mestre” e “Vai Ficar na Saudade”, de 1975; além de “Tudo Está no Seu Lugar” e “Do Jeito Que a Vida Quer”, lançadas em 1976.

Em 1977, o artista também ganhou destaque com “Assobiar e Chupar Cana” e “Proteção às Borboletas”. Essas canções ajudaram a consolidar sua identidade musical, que apresentava uma interpretação particular do samba. Entre suas influências, Benito reconhecia a importância do sambista Ataulfo Alves, um dos grandes nomes do gênero no Brasil.

Outro sucesso de sua carreira foi “Amigo do Sol, Amigo da Lua”. Mesmo após o auge comercial dos anos 1970, Benito continuou lançando álbuns ao longo das décadas seguintes, mantendo sua presença no cenário musical brasileiro.

Últimos trabalhos

Em 2017, Benito Di Paula lançou o álbum “A Felicidade é Nossa”, com músicas inéditas. Quatro anos depois, em 2021, apresentou “O Infalível Zen”, trabalho lançado no período em que completou 80 anos.

Em 2023, o cantor também se apresentou em Fortaleza, durante a programação do Pré-Carnaval promovido pela Prefeitura da capital cearense, levando ao público parte de seu repertório conhecido.

Com uma trajetória marcada por composições populares, apresentações em grandes palcos e uma maneira própria de interpretar o samba, Benito Di Paula construiu um legado que atravessou gerações e ajudou a enriquecer a música brasileira.