Um homem de 49 anos viajou mais de 2 mil quilômetros, saindo de Imperatriz, no Maranhão, até Belo Horizonte, em Minas Gerais, para encontrar uma mulher com quem acreditava viver um romance virtual. Ao chegar ao destino, descobriu que a suposta pretendente, identificada como “Jéssica Oliveira”, era uma personagem criada por inteligência artificial (IA).
O perfil apresentava a personagem como uma mulher divorciada, mãe e proprietária de uma fazenda. Segundo os relatos, ela também teria dito que o homem poderia morar com ela. A conta reunia mais de 300 mil seguidores e publicava conteúdos que davam a impressão de retratar uma pessoa real.
Após descobrir que a mulher não existia, Edimar Rocha Martins recebeu apoio de um serviço de atendimento a migrantes da Prefeitura de Belo Horizonte, incluindo alimentação e uma passagem para retornar ao Tocantins. O caso chamou a atenção para os riscos de relações virtuais com perfis fictícios e para a necessidade de verificar a identidade de pessoas conhecidas pela internet.
O criador do perfil afirmou ao G1 que desenvolveu a personagem em 2025 com o objetivo de divulgar e vender produtos. Ele negou ter conversado com Edimar ou convidado o homem para visitá-lo. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, criar uma personagem com IA não constitui crime por si só, mas o uso do perfil para obter vantagem ilícita pode levar a uma investigação.
Com informações do G1.