A Polícia Civil do Ceará deflagrou a décima primeira fase da Operação Impacto, resultando no cumprimento de ordens judiciais contra suspeitos de integrar uma organização criminosa com origem no estado de São Paulo. A ofensiva policial ocorreu em Fortaleza e em três municípios do interior cearense, com foco no combate a atividades ilícitas na região. Durante as diligências, as autoridades policiais buscaram desarticular a estrutura financeira e operacional do grupo investigado.
As ações coordenadas pelas forças de segurança abrangeram a capital e as cidades de Itapipoca, Miraíma e Capistrano. No decorrer da operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e solicitaram à Justiça o bloqueio de valores expressivos em contas bancárias ligadas aos alvos. A medida visa atingir o patrimônio acumulado pelas atividades ilícitas atribuídas à facção investigada.
Entre as ordens judiciais cumpridas, destacam-se mandados de prisão preventiva e uma autuação em flagrante registrada durante as vistorias. Com um dos alvos, os policiais apreenderam uma arma de fogo de uso restrito, carregadores e munições, além de recuperar itens relacionados a crimes contra o patrimônio. Esse suspeito foi conduzido para a delegacia para a formalização dos procedimentos legais.
As investigações apontam que dois dos alvos com mandados de prisão estavam em liberdade antes da deflagração da operação policial. Entre eles está uma mulher de vinte e sete anos, localizada no bairro Jangurussu, em Fortaleza, e um policial militar de trinta e nove anos. O agente de segurança pública exercia atividades estritamente administrativas e já se encontrava afastado das funções operacionais em decorrência de um procedimento disciplinar em andamento.
Os demais investigados alvos da operação já se encontravam sob custódia do sistema prisional do estado, onde cumprem pena por outras ocorrências. A inclusão desses detentos nos novos mandados tem o objetivo de vincular formalmente os líderes e integrantes às novas fases da investigação em curso.
O inquérito policial que embasou a operação teve início no ano de dois mil e vinte e três, após a captura de um homem apontado como principal liderança da organização criminosa. Naquela ocasião, o suspeito foi localizado e preso no estado de Santa Catarina por equipes especializadas.
A atual fase da Operação Impacto foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas. A ação contou com o suporte técnico e operacional da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização.