A auxiliar de farmácia Andréa Domingues recebeu diagnósticos de câncer aos 6, 7 e 12 anos. A sequência de tumores levou à descoberta da síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética hereditária que aumenta significativamente o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer ao longo da vida.
O primeiro tumor surgiu na glândula suprarrenal e pesava cerca de 3 quilos. Depois, a doença atingiu o rim esquerdo, que precisou ser retirado. Aos 12 anos, um novo tumor apareceu no pulmão direito, levando à retirada de um terço do órgão. “A primeira vez que eu tive o câncer, eu tinha 6 anos”, relembrou Andréa.
A síndrome de Li-Fraumeni está associada a alterações no gene TP53, responsável por ajudar a impedir o crescimento descontrolado das células. Desde que começou a seguir um protocolo de vigilância médica, Andréa realiza exames periódicos, incluindo ressonâncias magnéticas, ultrassonografias e exames de sangue. Até o momento, nenhum novo tumor foi detectado.
Especialistas destacam que a síndrome não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer, mas indica um risco elevado que exige acompanhamento. No Brasil, uma mutação específica relacionada à condição é encontrada com frequência maior do que em outros países. Embora o SUS ofereça atendimento especializado em alguns centros de referência, identificar pessoas com a alteração genética continua sendo um desafio.
Fonte: G1