Três homens foram presos na quinta-feira, dia 22 de outubro, sob a suspeita de integrar uma organização criminosa voltada para a prática de extorsões contra comerciantes no município de Banabuiú, localizado na região do sertão central cearense. As investigações apontam que o trio atuava sob ordens de uma facção criminosa, utilizando mensagens em aplicativos para coagir trabalhadores e impor taxas semanais que chegavam a setecentos e cinquenta reais. A atuação do grupo provocou forte impacto na rotina local, culminando na suspensão das aulas em uma escola municipal devido à falta de abastecimento de água na região.

A movimentação criminosa ganhou força a partir do dia 19 de outubro, quando mensagens intituladas como um edital começaram a circular na cidade. O material trazia exigências financeiras para o funcionamento dos estabelecimentos comerciais e condicionava a comercialização e a distribuição de água no município à autorização expressa do grupo. Os investigados também utilizavam a estrutura da facção para realizar a cobrança coercitiva de dívidas de agiotagem, repassando parte dos valores arrecadados aos criminosos.

Durante a operação policial, os agentes apreenderam diversos itens, incluindo três aparelhos celulares, um notebook, um pendrive e cerca de oitocentos reais em espécie. Na residência de um dos suspeitos, as autoridades também localizaram um revólver calibre trinta e oito, acompanhado de munições. O material foi recolhido para subsidiar a continuidade das investigações conduzidas pela Polícia Civil no estado.

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Os suspeitos foram identificados como Cícero Kevin Gomes Farias, Francisco das Chagas de Lima da Silva e Carlos Fernando da Silva Andrade, que possuem antecedentes criminais por diferentes delitos, como tráfico de drogas, receptação e tentativa de homicídio. Conforme os apontamentos do processo, o trio exercia funções ligadas à engrenagem financeira e de arrecadação do sistema de domínio econômico imposto pela facção no município.

Em audiência de custódia realizada em Quixadá, a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas. O magistrado responsável destacou que a liberdade dos investigados representaria um risco concreto para a coleta de depoimentos de testemunhas e vítimas, além de poder comprometer a identificação de outros ofendidos pela organização criminosa.

O juiz ressaltou ainda que os efeitos da atuação do trio ultrapassaram a esfera individual das vítimas, atingindo diretamente a coletividade com a interrupção de serviços essenciais. Diante da gravidade dos fatos e da repercussão na segurança pública local, o magistrado determinou a transferência integral do caso para a Vara de Delitos de Organizações Criminosas da Comarca de Fortaleza.