Ceará entra em alerta com aproximação do El Niño e risco de seca prolongada
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Institutos de monitoramento climático ao redor do mundo têm alertado para a chegada de um novo fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. O fenômeno altera as correntes de ar e provoca mudanças no clima em diversas regiões do planeta, causando enchentes no Sul do Brasil e períodos de seca no Norte e Nordeste. No Ceará, os efeitos das mudanças climáticas já são percebidos com chuvas intensas e irregulares registradas mesmo durante a segunda quinzena de maio.
Em 2026, o volume de chuvas variou entre as regiões cearenses. Enquanto algumas áreas ficaram abaixo da média histórica, outras registraram índices dentro ou acima do esperado, como ocorreu no Cariri. Apesar disso, a situação preocupa produtores rurais, já que a agricultura do Estado depende diretamente da água da chuva. A previsão é de que o Ceará enfrente um novo período de estiagem a partir dos próximos meses, cenário que poderá se prolongar até 2027.
A baixa recarga dos principais açudes do Estado também acende o alerta entre os órgãos responsáveis pela gestão hídrica. Reservatórios estratégicos, como Castanhão, Orós e Banabuiú, não receberam volume suficiente para garantir segurança hídrica prolongada. Diante disso, especialistas defendem medidas preventivas, como campanhas de conscientização para reduzir o desperdício de água e estimular o consumo responsável.
Mesmo com as previsões preocupantes, há expectativa de que o Projeto de Integração do Rio São Francisco ajude a manter o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o NOOA, um dos principais institutos de monitoramento climático do mundo, embora a intensidade do El Niño ainda não esteja totalmente definida, os cientistas já consideram que o fenômeno poderá provocar impactos importantes no clima global nos próximos meses.