Jumentos vendidos por até R$ 10 no Ceará e pele avaliada em até R$ 1.500 acendem alerta sobre exploração da espécie
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Símbolo tradicional do sertão nordestino, o jumento voltou ao centro dos debates após denúncias envolvendo a comercialização do animal por valores extremamente baixos no Ceará. Em alguns casos, animais estariam sendo vendidos por cerca de R$ 10, enquanto a pele pode alcançar valores de até R$ 1.500 no mercado internacional, principalmente na China.
A pele do animal é utilizada na produção de itens derivados do ejiao, uma substância produzida à base de colágeno animal e utilizada em setores ligados à indústria de cosméticos e produtos tradicionais asiáticos. A diferença entre os baixos valores de compra e o preço do produto final levantou discussões sobre exploração e preservação da espécie.
Diante da repercussão do tema, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovou uma proposta que busca proibir o abate de jumentos em todo o território nacional. O texto seguirá para tramitação como projeto de lei.
A proposta tem como objetivo ampliar a proteção aos animais, reduzir riscos sanitários e preservar a imagem do agronegócio brasileiro diante de denúncias relacionadas à comercialização informal e ao abate da espécie.
Fonte: Diário do Nordeste