Quando um jovem parte, leva consigo um pedaço de todos que ficam, especialmente de outros jovens
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Quando um jovem se vai, não vai apenas ele. Vai também um pedaço de cada jovem que fica. E não apenas daqueles que o conheciam, conviviam ou compartilhavam momentos ao seu lado. A dor alcança até quem nunca ouviu sua voz ou cruzou seu caminho. Talvez porque, diante de uma perda assim, seja impossível não se colocar no lugar. Impossível não imaginar os sonhos que ficaram pelo caminho, os planos interrompidos e tudo o que ainda poderia ter sido vivido.
Existe algo profundamente doloroso na partida precoce de alguém que ainda tinha tanto futuro pela frente. A juventude representa possibilidades, descobertas e esperança. Quando uma vida jovem é interrompida, muitas pessoas enxergam nela seus próprios sonhos, seus filhos, irmãos, amigos ou até a si mesmas. Por isso, a comoção ultrapassa laços de amizade ou parentesco. Ela toca quem observa de longe, porque lembra que a vida é frágil e que ninguém está tão distante dessa realidade quanto gostaria de acreditar.
Talvez seja por isso que notícias assim machuquem tanto. Porque elas não falam apenas de uma pessoa. Falam de sonhos que não serão realizados, de histórias que não terão continuação e de capítulos que ficaram sem final. Quando um jovem parte, o vazio deixado não pertence apenas à sua família ou aos seus amigos. De alguma forma, ele também alcança aqueles que nunca o conheceram, mas que, por alguns instantes, enxergaram nele um reflexo da própria vida e sentiram o peso de imaginar tudo o que ainda poderia ter sido.