A Justiça do Ceará determinou a soltura de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante Isabelle Caracristi, que morreu após cair do 23º andar de um prédio no bairro Aldeota, em Fortaleza. O bacharel em Direito estava preso desde 22 de setembro, no contexto da investigação sobre a morte da jovem.
A decisão foi tomada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza após pedido apresentado pela defesa e manifestação favorável do Ministério Público do Ceará (MPCE).
Em nota, a Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou que o juízo acolheu o posicionamento do Ministério Público e revogou a prisão de João Munhoz.
Medidas cautelares
Apesar da revogação da prisão, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estão o distanciamento dos familiares de Isabelle, o monitoramento eletrônico e a proibição de João Munhoz se ausentar da comarca.
Até a publicação das informações, não havia confirmação sobre quando ele deixaria a unidade prisional onde estava recolhido.
Procurada pela reportagem, a defesa de João Munhoz, representada pela advogada Ligia Peixe, informou que não tinha conhecimento da decisão judicial.
Investigação sobre a morte
João Munhoz passou nove dias preso e é investigado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) no contexto da morte de Isabelle. A apuração envolve suspeitas de induzimento ao suicídio e de violência psicológica contra a estudante.
Na ocasião da prisão, a defesa afirmou que a medida representava uma “resposta midiática”. Na noite anterior à prisão, João havia prestado depoimento na 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Durante a oitiva, ele relatou detalhes sobre o relacionamento com Isabelle e negou ter cometido qualquer crime.
Laudos da perícia
De acordo com laudos produzidos pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce), João Munhoz não estava no imóvel no momento em que Isabelle caiu do terraço do prédio onde os dois moravam.
A estudante, de 22 anos, morreu após a queda do 23º andar. A investigação policial continua para esclarecer as circunstâncias da morte e avaliar as condutas que são atribuídas ao namorado.
João Munhoz não foi condenado pelos crimes investigados e permanece sob as medidas determinadas pela Justiça enquanto o caso segue em apuração.