Conflito entre EUA, Israel e Irã amplia tensão global e já envolve ao menos 16 países
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A ofensiva militar iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no último sábado (28) provocou uma rápida escalada de tensão no Oriente Médio, ampliando o número de ataques e operações militares na região. Em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o governo de Teerã lançou mísseis balísticos e drones contra alvos estratégicos, principalmente bases militares norte-americanas instaladas em diferentes países.
Há divergências sobre a quantidade de nações afetadas pela crise. Um levantamento divulgado pela Al Jazeera aponta que ao menos 12 países foram atingidos direta ou indiretamente. Já a deputada republicana Anna Paulina Luna afirmou que 14 países teriam sido impactados em apenas 24 horas. Ao considerar os dois levantamentos, pelo menos 16 nações aparecem citadas como envolvidas, seja por bombardeios diretos, ataques a bases estrangeiras, interceptações de projéteis ou consequências indiretas da escalada militar.
Os principais confrontos ocorreram entre Irã e Israel, considerados os epicentros da crise. O território iraniano foi alvo inicial da ofensiva, com bombardeios atingindo cidades como Teerã e outras regiões, deixando mortos e feridos, inclusive em áreas civis. Em retaliação, Israel registrou ataques com mísseis balísticos e drones iranianos, com danos e vítimas em cidades como Jerusalém e Tel Aviv.
Além dos dois países, bases militares estrangeiras no Oriente Médio também foram atingidas. Instalações dos Estados Unidos localizadas em Bahrein, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos foram alvo de ataques. Outros países registraram tentativas de ofensiva ou impactos indiretos, como Catar, Arábia Saudita, Chipre, Jordânia e Omã, onde destroços de mísseis, drones interceptados e ataques a instalações estratégicas foram registrados, ampliando o alcance da crise na região.