Comprimido único mostra eficácia igual ou superior no tratamento do HIV, aponta estudo
Reprodução/Divulgação
Um novo regime terapêutico em dose única diária para o tratamento do vírus da imunodeficiência humana (HIV) apresentou resultados iguais ou até superiores ao padrão atual utilizado para controlar a infecção. A conclusão é de um ensaio clínico internacional publicado em fevereiro na revista científica The Lancet.
O tratamento experimental combina duas substâncias, doravirina e islatravir, em um único comprimido. Durante o estudo, a estratégia se mostrou mais eficaz na manutenção do controle do HIV quando comparada ao regime tradicional, que pode envolver de um a três comprimidos diários e a combinação de diferentes classes de antirretrovirais, conforme o estágio da doença.
Outro ponto de destaque é que o novo medicamento não utiliza os chamados inibidores da transferência de fita da integrase (INSTIs), considerados atualmente o padrão global no tratamento por impedirem a integração do vírus ao DNA das células humanas. Apesar da eficácia dessa classe, há indícios de que sua eficiência pode diminuir ao longo do tempo.
Diante disso, o desenvolvimento de alternativas terapêuticas ganha relevância, especialmente aquelas que simplificam o tratamento e podem melhorar a adesão dos pacientes. Especialistas avaliam que regimes mais práticos, como o comprimido único, podem representar avanços importantes no enfrentamento do HIV.