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Ceará reforça estratégia para enfrentar possível El Niño intenso no segundo semestre

Autor
Por Djalma Ribeiro
Ceará reforça estratégia para enfrentar possível El Niño intenso no segundo semestre
Reprodução/Divulgação
O Ceará está reforçando as ações de gestão dos recursos hídricos para minimizar os impactos de um possível El Niño de forte intensidade previsto para o segundo semestre deste ano. Entre as principais medidas está o uso ampliado de sistemas de transferência de água, como o Eixão das Águas e o projeto Malha d'Água, que permitem levar água de regiões com maior disponibilidade para áreas com risco de escassez. Atualmente, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) já recebe água do açude Orós, o segundo maior reservatório do Estado, por meio do Eixão das Águas. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), a redução das chuvas registrada desde o início do ano diminuiu em mais de 20% o volume de água disponível para a RMF em comparação ao ano passado. Apesar do cenário, o diretor de Operações da Cogerh, Tércio Tavares, destaca que a infraestrutura de transferência hídrica oferece maior segurança ao Estado, permitindo redistribuir a água conforme a necessidade das diferentes regiões. As estratégias para o período foram definidas durante reunião dos Comitês de Bacias Hidrográficas do Ceará, que estabeleceram as vazões dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú até o início de 2027. A água será destinada ao abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza, do Baixo Jaguaribe, dos perímetros irrigados de Morada Nova e Promovale, além do município de Milhã. Segundo a Cogerh, como o segundo semestre é tradicionalmente de poucas chuvas no Estado, as vazões foram definidas para um período de seis meses, sem necessidade de reavaliações semanais. Embora o El Niño esteja diretamente relacionado à redução das chuvas, especialistas ressaltam que isso não significa, necessariamente, queda no volume armazenado nos açudes. A Cogerh explica que a quantidade de água acumulada depende também da localização e da intensidade das precipitações. Chuvas concentradas e de maior volume, mesmo que menos frequentes, favorecem o escoamento para rios e reservatórios, contribuindo para a manutenção dos níveis de armazenamento mesmo em períodos de estiagem.

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