O senador Flávio Bolsonaro afirmou que errou ao votar contra o aumento da licença-maternidade de servidoras públicas do Rio de Janeiro. A declaração ocorreu após cobrança feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o debate da TV Globo, realizado na noite de quinta-feira.
Ao explicar o posicionamento anterior, o parlamentar disse que acreditava, na época, que a ampliação do benefício poderia dificultar a contratação de mulheres pelo mercado de trabalho. O senador afirmou ter mudado de ideia e destacou a importância da presença da mãe nos primeiros meses de vida dos filhos.
Durante a réplica, o presidente criticou a resposta e apontou que o adversário teve a oportunidade de apoiar a ampliação da licença, mas votou contra quando pôde fazê-lo. Lula também questionou a alteração de discurso durante o período de campanha eleitoral e atribuiu a mudança à maior participação das mulheres na política.
A votação ocorreu em 2009, período em que Flávio atuava como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi o único parlamentar a rejeitar a proposta que ampliava o período de licença-maternidade das servidoras civis do estado de quatro para seis meses.