Osnairdson da Silva Pinheiro, conhecido como Maxixe e apontado como integrante da facção Comboio do Cão, possui uma extensa ficha criminal que inclui histórico de confronto e desacato a policiais militares. O investigado, apontado como responsável por torturar e executar pessoas condenadas pelo tribunal do crime da organização em São Sebastião, já chegou a afirmar em abordagens anteriores que os agentes eram policiais de merda e que conhecia quem os comandava.

Em uma das prisões registradas em 2020, Osnairdson foi abordado por militares enquanto estava com uma bicicleta suspeita de ser produto de roubo. Durante a ação, ele passou a xingar os policiais e a questionar a presença da equipe no local. Na época, ele foi encaminhado à delegacia e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios ofereceu denúncia contra ele pelo crime de desacato.

O suspeito foi preso na quarta-feira após se apresentar à trigésima Delegacia de Polícia, situada em São Sebastião. Ele era considerado foragido da Justiça no âmbito da Operação Estatuto, que investiga uma série de crimes contra a vida na região de Capão Comprido. Além dos casos apurados na operação, ele responde a processos judiciais por latrocínio, ameaça, desacato, tráfico de drogas e roubo.

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De acordo com as investigações conduzidas pela polícia, cabia a Maxixe executar as sentenças impostas pelo grupo criminoso. Ele é apontado como o responsável pela perda da vida de um jovem de 20 anos, ocorrida em 26 de setembro de 2026, em Capão Comprido.

Conforme a apuração policial, a vítima foi acusada de furtar drogas da organização criminosa e um aparelho celular. Como punição, o jovem foi submetido a uma sessão de tortura com agressões físicas nas mãos, que foram filmadas e divulgadas nas redes sociais para intimidação antes de o rapaz ser atingido por disparos.

A prisão de Maxixe e de outro investigado identificado como Diamantão integra uma série de capturas realizadas no âmbito da Operação Estatuto. Entre os detidos estão o homem apontado como líder da organização, capturado em 15 de outubro, o suspeito de coordenar as sessões de espancamento e uma mulher investigada por integrar o grupo criminoso.

Com a nova captura, nove pessoas foram presas nos últimos 14 dias pelas autoridades policiais. As investigações continuam em andamento com o objetivo de localizar o último foragido envolvido com o grupo, conhecido pelo apelido de Parazinho.