Após a conclusão do segundo turno das eleições gerais de 2026, realizado no domingo (25), o Partido dos Trabalhadores (PT) consolidou sua força eleitoral na região Nordeste ao eleger quatro governadores estaduais. Entre os vencedores pela legenda estão Elmano de Freitas, no Ceará; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Rafael Fonteles, no Piauí; e Cadu, no Rio Grande do Norte. Destes, apenas Cadu garantiu a vitória na disputa de segundo turno. O Piauí registrou o governador eleito com o maior percentual de votos da região, com a reeleição de Rafael Fonteles, que alcançou mais de 70,9% dos sufrágios.

Nos demais estados nordestinos, o PT lançou candidatura própria apenas no Maranhão, onde Felipe Camarão ficou na terceira colocação com 9,6% dos votos, após romper com o atual governador Carlos Brandão no início do ano. Por outro lado, a sigla apoiou candidatos vitoriosos em outros dois estados: na Paraíba, com Lucas Ribeiro, filiado ao PP, e em Sergipe, com Fábio, do PSD. O desempenho petista na região evidenciou alianças estratégicas e parcerias diretas com a campanha nacional, mantendo hegemonias em colégios eleitorais importantes.

O PSD figurou como a segunda legenda com maior número de vitórias para o Executivo nordestino, conquistando três governos estaduais. Além de Fábio, reeleito em Sergipe, o partido elegeu Eduardo Braide no Maranhão e Raquel Lyra, que garantiu a reeleição em Pernambuco. Outras siglas também pontuaram no mapa regional: o PP assegurou a reeleição de Lucas Ribeiro na Paraíba, enquanto o PSDB obteve a vitória com o ex-prefeito de Maceió JHC em Alagoas.

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O PL encontrou forte resistência na região e não conseguiu eleger nenhum candidato para o comando dos governos estaduais nordestinos. A legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve Flávio Bolsonaro como candidato à presidência, apresentou chapas estaduais apenas na Paraíba, no Rio Grande o Norte e em Sergipe. Em Alagoas, inclusive, a capital Maceió foi a única capital da região a registrar vitória para Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, apesar da eleição de JHC pelo PSDB.

No Ceará, o governador Elmano de Freitas foi reeleito ainda no primeiro turno com 53,19% dos votos, superando Ciro Gomes, do PSDB, que liderava as pesquisas durante boa parte da campanha. A virada numérica de Elmano na reta final contou com o apoio decisivo do presidente Lula, que esteve duas vezes no estado. Em Alagoas, JHC venceu Renan Filho com 52,2% dos votos no primeiro turno, impondo uma derrota política ao grupo da família Calheiros e contando com o arco de alianças que incluiu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues garantiu a reeleição no primeiro turno ao obter 55,8% dos votos contra ACM Neto, do União, reeditaram a disputa de 2022 e ampliando a vantagem petista no estado. No Maranhão, Eduardo Braide derrotou Orleans Brandão, sobrinho do atual governador Carlos Brandão, obtendo 54,02% dos votos após renunciar à Prefeitura de São Luís.

Na Paraíba, Lucas Ribeiro venceu no primeiro turno com 64,3% dos votos, após assumir o governo estadual em abril devido à renúncia de João Azevedo para concorrer ao Senado. Em Pernambuco, Raquel Lyra superou o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB, com 53,37% dos votos, marcando a primeira derrota na carreira eleitoral de Campos e rompendo uma hegemonia socialista de duas décadas no estado e na capital.

No Piauí, Rafael Fonteles obteve a maior votação proporcional da região com 70,9% dos votos, equivalente a 1,43 milhão de sufrágios, além de derrotar o grupo de Ciro Nogueira na disputa para o Senado. O Rio Grande o Norte foi o único estado nordestino a decidir a eleição no segundo turno, onde Cadu reverteu a vantagem inicial de Alysson, do União, e venceu por uma margem apertada de cerca de 33 mil votos.

Por fim, em Sergipe, Fábio Mitidieri foi reeleito com 59,27% dos votos, superando Valmir de Francisquinho por uma diferença de quase 300 mil votos. Diferentemente de outros governadores do PSD que adotaram neutralidade nacional, Mitidieri declarou apoio a Lula desde o primeiro turno da eleição presidencial.