Tinta inclusiva e interatividade digital na moda mostram potencial inovador da indústria do Ceará
Reprodução/Divulgação
A indústria cearense tem apostado em inovação tecnológica e inclusão para fortalecer o setor produtivo. Entre os exemplos está o desenvolvimento de tintas aromatizadas que permitem identificar cores por meio do olfato, uma iniciativa pensada especialmente para pessoas com deficiência visual e neurodivergentes. A tecnologia faz parte da metodologia “Dr. Cor”, criada pelo químico cearense Josafá Rebouças, que busca transformar experiências sensoriais em ferramentas educativas e inclusivas. 
O projeto utiliza uma paleta aromática que associa fragrâncias a cores — por exemplo, vermelho com cheiro de morango, amarelo com maracujá, laranja com tangerina e lilás com lavanda. A iniciativa já foi aplicada em escolas, clínicas e centros especializados, além de ter sido apresentada em eventos internacionais. O kit inclui tintas aromáticas, materiais didáticos e atividades educativas, e já recebeu reconhecimento como tecnologia social e prêmio voltado à educação e inovação. 
Além da inclusão, o setor de moda e vestuário do Ceará também investe em interatividade digital, como provadores virtuais e desfiles imersivos que combinam experiências físicas e digitais. Essas tecnologias permitem que o público experimente roupas virtualmente por meio do celular e acompanhe desfiles em ambientes tecnológicos, aproximando consumidores da indústria. As novidades devem ser apresentadas na Feira da Indústria da Fiec, que busca mostrar o potencial da cadeia produtiva da moda no estado. 
Especialistas destacam que o Ceará possui uma cadeia produtiva completa, que vai do agronegócio ao produto final da confecção, incluindo grandes fábricas de jeans e marcas locais. A integração entre inovação, tecnologia e criatividade tem sido apontada como estratégia para ampliar a competitividade da indústria e gerar impacto econômico e social no estado. 
Fonte: Diário do Nordeste.