A Polícia Civil do Ceará investiga a circulação em redes sociais de comunicados de uma facção criminosa determinando a suspensão da venda de água por distribuidoras em Fortaleza. A corporação apura ameaças e extorsões relacionadas ao caso, cujos conteúdos foram compartilhados na última segunda-feira.
As mensagens foram direcionadas para comerciantes de água em pelo menos três regiões da Capital, incluindo a comunidade da Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, além dos bairros Bela Vista, Pan-Americano e adjacências. Nos textos, o grupo criminoso ordena que os estabelecimentos paralisem a distribuição sob ameaça de represálias em caso de descumprimento.
Em contato com quatro distribuidoras das áreas mencionadas, apenas um comércio confirmou que a distribuição estava paralisada, com previsão de retorno para a quarta-feira. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social informou que o caso é apurado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas.
A pasta acrescentou que equipes da Polícia Militar realizam ações preventivas e ostensivas, enquanto os setores de inteligência auxiliam os trabalhos policiais e direcionam as diligências de agentes civis e militares na Capital.
A ocorrência em Fortaleza soma-se a episódios recentes de intimidação a comerciantes de água no interior do Estado. No município de Banabuiú, moradores precisaram comprar garrafões sob escolta policial após ameaças e exigências de taxas por parte da mesma facção criminosa.
As empresas daquela região registraram fechamento temporário por receio de ataques, motivando uma operação conjunta entre a Polícia Militar, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará e a Prefeitura Municipal para garantir o abastecimento da população.