Quase 7 milhões de eleitores no Ceará estão aptos a participar da votação do segundo turno da eleição presidencial de 2026. Os cearenses retornam às urnas para escolher entre o atual presidente Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Como a disputa para o governo estadual já foi definida no primeiro turno, o pleito no estado concentra-se exclusivamente no cargo do Executivo federal.

O total exato é de 6.996.521 eleitores aptos em todo o território cearense para este segundo turno. O montante representa 1.973 pessoas a menos na comparação com o primeiro turno, quando 6.998.494 cidadãos puderam votar. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, a variação decorre das Transferências Temporárias de Eleitor realizadas para o pleito.

Para conseguir votar, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto aos mesários, sendo dispensada a obrigatoriedade do título impresso em papel. Também é permitido o uso do aplicativo e-Título, desde que a ferramenta digital exiba a fotografia oficial do votante. No transporte público de Fortaleza, os ônibus operam com gratuidade e frota reforçada para auxiliar no deslocamento da população.

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O Ceará registrou a menor taxa de abstenção do país no primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, com índice de 15,53%, enquanto a média nacional ficou em 21,08%. A Justiça Eleitoral reforça que os eleitores que não compareceram ao primeiro turno podem votar normalmente nesta etapa, desde que o cadastro eleitoral esteja regularizado.

Sete locais de votação sofreram alterações no estado entre o primeiro e o segundo turno, conforme atualizações do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. As mudanças pontuais por motivos práticos atingiram os municípios de Aracati, Fortaleza, Jardim, Palmácia, Quixadá, Quixeramobim e Santana do Cariri. A orientação aos votantes é confirmar a seção eleitoral com antecedência pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

As campanhas presidenciais intensificaram as articulações políticas no estado após o primeiro turno, no qual Lula obteve 63,29% dos votos válidos no Ceará, contra 31,27% de Flávio Bolsonaro. O governador reeleito Elmano de Freitas, o senador Camilo Santana e outras lideranças locais lideraram os atos de mobilização em favor do petista. Do lado opositor, o deputado federal André Fernandes e aliados do grupo de Ciro Gomes atuaram no apoio à candidatura do PL.