Desde o início da oferta do exame molecular DNA-HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 9.904 testes apresentaram resultado positivo para tipos de HPV associados ao risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (30).
Indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013, o exame identifica a presença do vírus antes mesmo do aparecimento de lesões pré-cancerígenas. A tecnologia começou a ser utilizada pelo SUS neste ano, em substituição gradual ao Papanicolau, e permite ampliar as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce.
Até o momento, 26 estados já utilizam o novo protocolo. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Indaiatuba (SP), apontou que o teste molecular antecipou em dez anos a detecção do câncer do colo do útero. A média de idade no rastreamento passou de 49,3 anos, com o Papanicolau, para 39,6 anos com o DNA-HPV.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil poderá registrar cerca de 19,3 mil novos casos da doença por ano até 2028. O câncer do colo do útero é o terceiro mais comum entre mulheres no país, mas, quando identificado precocemente, apresenta chances de cura superiores a 95%.
Fonte: Agência Brasil