Um trio natural do Mato Grosso, especializado no arrombamento de cofres e caixas eletrônicos, foi preso pela polícia na última quinta-feira (29), em Juazeiro do Norte. A captura ocorreu após as investigações apontarem o envolvimento do grupo no furto a pelo menos nove estabelecimentos comerciais situados no interior do Ceará.
O crime mais recente atribuído aos suspeitos aconteceu na última segunda-feira (26), também em Juazeiro do Norte. Na ocasião, com a loja fechada, os criminosos abriram um buraco na parede do estabelecimento, danificaram o cofre e subtraíram cerca de R$ 97.791 em dinheiro.
Documentos obtidos durante a apuração indicam que os mesmos homens já haviam invadido o mesmo supermercado em maio de 2025, ocasião em que levaram cerca de R$ 20 mil, além de carnes e bebidas. Em outra ação realizada no ano passado no município, o grupo furtou R$ 259 mil de uma loja de eletrodomésticos que teve três cofres arrombados.
Além de valores em espécie, as investigações apontam que os suspeitos subtraíram armas, munições, coletes à prova de balas e canetas emagrecedoras de estabelecimentos localizados nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Cedro.
Os homens detidos foram identificados como Andrei de Souza Soares da Silva, de 27 anos, Magnum Francisco de Almeida, de 37 anos, e Nilton de Oliveira Silva Júnior, de 31 anos. Eles foram localizados pelas autoridades policiais em uma chácara situada no Bairro Betolândia.
Os registros apontam que Andrei possui passagens no Rio de Janeiro por receptação, associação criminosa para fraudes bancárias eletrônicas, uso de documento falso e receptação de celular roubado, além de antecedentes por furto qualificado e direção sem habilitação no Mato Grosso. Magnum e Nilton já haviam sido presos em 2019, em Cuiabá, quando se preparavam para furtar uma agência bancária. Magnum também é investigado por arrombar o cofre de um supermercado em Cuiabá e atacar uma instituição financeira em Goiás, crime que também teria contado com a participação de Nilton.
A operação que resultou na captura do trio foi conduzida pelo Departamento de Polícia do Interior Sul, contando com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Ceará e da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A defesa dos suspeitos não foi localizada pelas equipes de reportagem.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava no Ceará desde o ano passado utilizando um modus operandi estruturado. Os suspeitos realizavam planejamento prévio com levantamento detalhado da estrutura física dos locais, acessando os prédios por buracos nas paredes dos fundos e seguindo rotas específicas até a sala dos cofres.
Para burlar os sistemas de segurança durante as invasões, os homens se movimentavam rastejando pelo piso e agachados entre corredores e equipamentos para evitar o videomonitoramento. O grupo também utilizava máscaras e bonés com o objetivo de dificultar a própria identificação pelas câmeras e pelas autoridades.