O Tribunal Superior Eleitoral desmentiu oficialmente neste domingo a acusação feita pelo senador e candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, sobre a suposta retirada de fiscais do Partido Liberal de uma sala-cofre da corte. A declaração do político ocorreu após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial.

Em nota oficial divulgada pelo tribunal, a instituição esclareceu que a sala-cofre não é um espaço aberto a qualquer tipo de visitação. No entanto, o órgão confirmou que dois fiscais indicados pela legenda estiveram presentes nas dependências do TSE e puderam acessar todas as demais áreas e unidades permitidas.

Segundo o tribunal, os representantes do partido acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, realizado no subsolo do edifício, além de acompanharem a totalização e a divulgação dos resultados na Sala de Totalização. O grupo também esteve na Sala dos Partidos Políticos, localizada no quinto andar do prédio.

Continua após a publicidade

A corte eleitoral destacou que existem registros formais de presença nos locais visitados, além de filmagens na Sala de Totalização que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades autorizadas do tribunal.

Em seu discurso após a divulgação oficial do resultado das urnas, Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e anunciou a intenção de pedir a anulação da eleição. Além da acusação sobre os fiscais, o senador reclamou publicamente da decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou por duas horas o período de votação no país.

A extensão do horário do pleito havia sido solicitada formalmente tanto pelo PT quanto pelo PL. Durante sua manifestação, o candidato derrotado criticou a medida judicial adotada e alegou que a alteração ocorreu após o fechamento inicial das urnas.