A 2ª edição da Febre de Arte, realizada em Fortaleza, reuniu especialistas, ativistas e representantes de organizações para discutir políticas sobre dr0g4s, cannabis medicinal e os impactos sociais da proibição. Durante os debates, realizados no Anfiteatro Sérgio Motta, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, participantes defenderam que os eleitores considerem, nas eleições deste ano, candidatos com propostas claras para a área.
Entre os assuntos abordados estiveram a relação entre políticas sobre dr0g4s, encarceramento, desigualdade social e atuação das forças de segurança. A médica Magda Almeida, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), criticou a redução do debate à ideia de que “maconha faz mal” e falou sobre o uso medicinal da cannabis. Outros participantes, como o advogado Ítalo Coelho e a coordenadora da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Renfa), Tamára Silva, defenderam mudanças na forma como o tema é tratado no país.
Também foram apresentados dados sobre os impactos econômicos e sociais relacionados à atual política de dr0g4s. Segundo estudo citado durante o evento, o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec) estimou em R$ 7,7 bilhões os gastos, em 2023, com a implementação da Lei de Dr0g4s em seis estados e no Distrito Federal. A feira foi organizada pela Agência Liamba 360° e pela Adapta Associação Canábica, com participação da Auê Feira e da Rua das Associações, espaço destinado a organizações nordestinas voltadas ao atendimento de pacientes que utilizam cannabis medicinal.
Com informações da Agência Brasil.