O preço do feijão-carioca segue em alta no campo e pode chegar a R$ 12 o quilo no varejo em algumas regiões em fevereiro de 2027, segundo avaliação do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe). O cenário ocorre mesmo com a redução da oferta e dos estoques, que permanecem baixos.

De acordo com o Ibrafe, há negócios acima de R$ 310 por saca, com aumentos de R$ 10 a R$ 15 em poucos dias. Mesmo diante da valorização, as primeiras estimativas para a safra 2026/27 indicam redução da área plantada em regiões importantes, como o Paraná, onde a primeira safra pode ocupar cerca de 90 mil hectares, contra 104 mil no ciclo anterior.

Um dos fatores que influenciam a decisão dos produtores é a concorrência com a soja. Segundo o instituto, o agricultor considera não apenas o preço, mas também os riscos de produção, armazenamento e comercialização. A previsão de um El Niño forte durante a primavera e o verão também pode aumentar as incertezas relacionadas ao clima e às condições de plantio.

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Caso a próxima safra não consiga recompor os estoques, os preços podem permanecer pressionados no início de 2027. O valor de R$ 12 por quilo é considerado um cenário possível em algumas regiões, e não uma previsão para todo o país. A entrada da segunda safra, a partir dos meses seguintes, poderá aumentar a oferta e contribuir para a redução dos preços.