A Justiça do Trabalho determinou que uma empresa do setor de jeans, em Fortaleza, reintegre 22 funcionários demitidos após divergências políticas. A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE), que recebeu denúncia de assédio eleitoral e discriminação por convicção política no ambiente profissional.

Segundo o MPT-CE, na manhã de 26 de outubro, após o segundo turno das eleições, o diretor da empresa teria reunido os funcionários e anunciado a demissão de pelo menos 22 trabalhadores. Após receber a denúncia, o órgão ingressou com uma ação civil pública solicitando medidas urgentes para proteger os empregados.

A determinação prevê o restabelecimento integral dos contratos de trabalho, incluindo cargos, funções, salários e demais benefícios. A empresa tem prazo de 48 horas para cumprir a decisão. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 5 mil por trabalhador não reintegrado.

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Entre a meia-noite de 26 de outubro e as 12h de 29 de outubro, o MPT recebeu 1.459 denúncias de assédio eleitoral. Ao todo, foram registradas 3.396 denúncias durante as eleições deste ano, segundo o órgão.

Fonte: G1 Ceará