A Secretaria da Saúde do Ceará informou que a vacina contra a *mpox* já chegou ao Estado e está disponível para dois públicos específicos, formados por pacientes em pós-exposição que tiveram contato com indivíduos suspeitos ou confirmados e pessoas que convivem com HIV/aids. O anúncio ocorre em meio ao avanço dos registros no território cearense, que alcançou a marca de 40 casos confirmados da doença. De acordo com a pasta estadual, o Ministério da Saúde enviou 200 doses adicionais para reforçar o atendimento local, com previsão de novos repasses conforme a necessidade de cada município.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, Ana Cabral, explicou que os imunizantes já se encontram na rede de frios do Estado e foram encaminhados para Fortaleza, região que concentra o maior volume de ocorrências. Conforme a gestora, a vacinação não faz parte do calendário de rotina e não fica disponível de forma ampla para toda a população nas unidades de saúde, sendo restrita aos grupos definidos pelas diretrizes ministeriais para evitar o desenvolvimento de formas graves da infecção.

Os dados oficiais indicam que as confirmações se concentram nos meses de outubro e novembro, período que registrou 18 e 17 casos, respectivamente, enquanto outros cinco foram anotados entre janeiro e setembro. Até o momento, o boletim estadual aponta que não houve registro de óbitos pela doença no Ceará, embora duas pessoas tenham precisado de internação hospitalar para tratamento adequado.

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Seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde, o público-alvo prioritário engloba pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 ou 200 células por milímetro cúbico, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus. A indicação também abrange quem passou por contato de risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação rigorosa da vigilância epidemiológica.

A aplicação do imunizante para quem teve exposição recente é recomendada preferencialmente nos primeiros quatro dias após o contato, embora possa ser realizada em até 14 dias. Nesse intervalo estendido, a efetividade para evitar a infecção diminui, mas a medida ainda contribui para reduzir o risco de evolução para quadros clínicos mais graves da doença.

O Ministério da Saúde informou que solicitou a aquisição de até 20 mil doses adicionais do imunizante por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde para reforçar o estoque estratégico nacional. A pasta federal segue em contato permanente com os gestores estaduais e municipais para monitorar o cenário epidemiológico e prestar apoio técnico às redes locais de saúde.

Especialistas reforçam que pessoas com sintomas compatíveis, como febre, aumento de linfonodos e lesões na pele, devem procurar imediatamente um serviço médico para avaliação e diagnóstico. A prevenção envolve evitar o contato direto com lesões cutâneas, praticar o isolamento nos casos suspeitos, manter a higiene constante das mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal até o término do período de transmissão.